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2011/07/13

"Já uma estrela se levanta"

Abri, desprevenido a televisão. Um susto. Sacralizados, uivando, em alcateia, sobre mim... "os Mercados". Antes que chegassem os analistas, os padres da nova religião, fiz zaping para o livro da Helena Pato para confirmar se "Já uma estrela se levanta".
As estrelas não se levantam assim sem mais nem menos por isso fui lendo, lendo, lendo até ao fim. Porque o livro não é grande. Porque está muito bem escrito.
Uma escrita, límpida, ora fraterna ora combativa, ora ternura ora paixão, mas sempre exemplar na entrega à causa do bem geral a revelar-nos como essa é, afinal, a causa mais útil a nós próprios, quando nós próprios somos... como a Lena é.

A Lena leva-nos pela mão, numa linguagem cativante, ao Portugal que ela viveu, que nós, os da sua geração, vivemos, o Portugal “pré-histórico” do homem de Santa Comba Dão (salvo seja, como se dizia na minha aldeia, salvo seja toda a boa gente lá da terra). Leva-nos pelas largas avenidas da solidariedade e engrandece-nos. Mostra-nos as vielas sombrias da exploração e dos crimes da ditadura de Salazar e acorda em nós a revolta que nos ajude a vencer os monstros do mundo actual.
O livro da Lena revela o que há de bom, de forte e pletórico em cada um de nós e de como a conjugação de vontades liberta a força capaz de levar à vitória, em cada dia, à nossa volta ou mais além, a liberdade e a justiça, vencendo os que, escondidos atrás da cortina de ferro dos “mercados” vêm em cada homem uma mercadoria para o seu insaciável enriquecimento e poder.
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O livro já está à venda na livraria O Círculo das Letras e talvez já por aí. Dele fala aqui a Ana Paula Fitas numa escrita belíssima. E, é claro, é referido aqui

2011/04/15

ALJUBE - 46 anos depois de fechar


Jaime Gama, presidente da AR, Mário Soares, em representação da FMS, António Costa, presidente da CML, Fernando Rosas do Instituto de História Contemporânea da UNL e Raimundo Narciso do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória (NAM) usaram da palavra, perante cerca de duzentos pessoas entre elas deputados e outras altas indidualidades do Estado ou da sociedade civil, como Vasco Lourenço em representação da A25A ou Corregedor da Fonseca pela URAP. Seguiu-se uma visita guiada à exposição.
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Extratos da intervenção do presidente da direcção do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória (NAM):
Em nome do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória quero agradecer a vossa presença e sublinhar quão ela revela a importância simbólica atribuída a esta exposição que exalta os valores da liberdade e da democracia e presta homenagem àqueles portugueses que, sem esperarem benefícios empenharam liberdade e por vezes a vida, na luta por elas.
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Outro momento importante da curta vida do nosso Movimento é este, ao inaugurarmos uma exposição que presta homenagem aos muitos milhares de portugueses que,   ao longo da ditadura do Estado Novo,  tiveram de pagar um alto preço pela determinação e coragem   de lutar pela liberdade e por um Portugal melhor para todos os Portugueses. Essa luta pertinaz,   durante tantos anos, ajudou a abrir caminho para o levantamento militar dos gloriosos capitães de Abril, em 1974, aqui representados pela Associação 25 de Abril e o seu presidente coronel Vasco Lourenço.  A Liberdade e a democracia são conquistas consolidadas, mas uma sociedade mais igualitária e mais justa continua a ser um objectivo bem na ordem do dia.
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A intervenção completa do NAM encontra-se aqui e é referida no site da CML onde há mais fotografias e informação. Ver também o site da exposição ou o do NAM onde te podes inscrever como associado ou apoiante.
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Imagens da inauguração e da exposição:











2011/04/14

A Voz das Vítimas

É o nome da exposição que se inaugura hoje, às 18 h, na antiga prisão política do Aljube (ao lado da Sé de Lisboa). Entrada livre. Mais informações aqui  aqui, ou aqui.
A seguir um texto de RN sobre o Movimento Não Apaguem a Memória no catálogo da exposição: 220 páginas de fotografias, nomeadamente dos curros, do parlatório, fichas de presos e documentos do arquivo da PIDE, relatos de fugas e de... casamentos de presos,  na prisão. À venda na exposição que tem entrada livre:
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A exposição A Voz das Vítimas é um caso exemplar de evocação da memória da luta pela liberdade levada a cabo por muitos portugueses, de todas as condições e de diferentes credos políticos e religiosos, contra a ditadura do Estado Novo que vigorou de 1926 a 1974.
A ditadura, longa de várias gerações, tentou apagar da vida dos Portugueses e em parte conseguiu, a herança e a Memória das conquistas progressistas da Revolução Republicana iniciada em 5 de Outubro de 1910, conquistas vanguardistas na Europa de então. Tentou e em parte conseguiu apagar da memória colectiva a luta multifacetada, pelas formas assumidas e pelas ideologias presentes, que ao longo de toda a sua existência contra ela se ergueu.
.... Continua aqui: link