As imagens reproduzem a reportagem publicada hoje no jornal Público . (Um clique amplia-as)
2012/05/13
Homenagem a 56 portugueses mortos pelo franquismo na Galiza
As imagens reproduzem a reportagem publicada hoje no jornal Público . (Um clique amplia-as)
2012/01/21
50º Aniversário da revolta de Beja: intervenções dos historiadores Irene Pimentel e António Louça
Valha esta referência como declaração de intenções. O historiador, o jornalista, o investigador ou o estudioso, segundo a amável apresentação do Raimundo Narciso, ao debruçar-se sobre uma iniciativa da envergadura que teve a Revolta de Beja, não pode deixar de vibrar com ela e de tomar partido. Eu, partidário dos insurrectos, me confesso e declaro desde já este parti pris.
Agradeço à associação “Não Apaguem a Memória” o convite para participar nesta comemoração. No nome da associação vai toda uma intenção programática. [continua aqui].
2012/01/16
Homenagem aos heróis da revolta armada de Beja
Das fotos, a de cima e as duas seguintes (de Álvaro Isidoro/ASF) foram tiradas do site da Bola.online
50º Aniversário da revolta armada de Beja
Envolvidos na acção revolucionária de Beja:
António Brotas, Maria Eugénia Varela Gomes, Carlos Veiga Pereira, José Hipólito dos Santos e a família de Carlos Prazeres Ferreira.
2011/12/30
Homenagem aos participantes no assalto ao quartel de Beja
Realizar-se-á uma sessão aberta ao público, na Biblioteca Museu da República e da Resistência, na Rua Alberto de Sousa, nº 10 A - Zona B, do Rêgo, com início às 15h horas, do dia 14 de Janeiro de 2012. Serão oradores a historiadora Irene Pimentel, o historiador António Louçã, e o coronel Carlos Matos Gomes e contamos com a presença de participantes naquela acção.
O NAM pretende, assim, homenagear todos os heróicos protagonistas desta acção revolucionária que consideramos um marco histórico na luta contra a ditadura do Estado Novo e manter viva a sua memória.
2011-12-28
A direcção do NAM
Beja 1962 - Evocação de uma Efeméride
50º aniversário da revolta armada de Beja (2)
50º aniversário da revolta armada de Beja (1)
[1] Naquela época a circulação automóvel era muito reduzida, sobretudo à noite…
2011/12/20
Debate sobre a luta armada no período marcelista
"Na manhã do próprio 25 de Abril [de 1974], antes da consolidação do MFA, decorria, na Boa Hora, mais uma sessão do julgamento do caso da ARA (Acção Revolucionária Armada), organização afecta ao Partido Comunista. Foi o último processo a ser julgado naquele tribunal de execrável memória. Presidia o desembargador Fernando Morgado Florindo. Na sequência da ligação directa do Plenário com a PIDE, Morgado Florindo exarou um despacho, até agora inédito e que reproduzimos na íntegra:
"Tendo a Direcção-Geral de Segurança comunicado telefonicamente a impossibilidade de assegurar a condução dos réus a este tribunal, devido ao Movimento das Forças Armadas, adiou "sine-die" o julgamento. "
Presos em Janeir/Fevereiro de 1973 aguardavam julgamento
Carlos Coutinho, (31 anos) arquivista no jornal O Século.
Manuel Policarpo Guerreiro, (31anos) operário, pintor da construção civil.
Manuel Guerreiro, (31 anos) motorista, de Grândola.
Amado Ventura da Silva (29 anos) engenheiro agrónomo.
Mário Wren Abrantes da Silva, (24 anos) estudante de Agronomia.
Ramiro Morgado (34) anos, operário, lapidador de diamantes, de Moscavide.
Estes operacionais da ARA foram presos em Janeiro/Fevereiro de 1973, na sequência da prisão de um funcionário do PCP, que passou a colaborar com a PIDE e que denunciou contactos antigos com alguns destes membros da ARA quando faziam parte de organizações que ele controlou.
A ARA foi uma organização criada pelo PCP para a luta armada contra o regime fascista e em especial contra as guerras coloniais de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.
A preparação das acções armadas teve início ainda em 1964 mas sucessivas vagas de prisões, desencadeadas pela PIDE/DGS contra o PCP, atrasaram e interromperam o processo do seu levantamento. Activa entre 1970 e 73, realizou acções armadas com grande impacto político.
A ARA era uma organização pequena, com regras de secretismo muito severas, que repudiava o terrorismo planeando as acções de modo a evitar atingir pessoas, mesmo acidentalmente.
26-11-1970 – Sabotagem do navio Cunene, o mais moderno cargueiro português, dedicado à logística das guerras coloniais, na doca de Alcântara, no porto de Lisboa.
21-11-1970 – Destruição de material de guerra, que devia seguir para a guerra em Angola, no porto de Lisboa, junto ao navio Niassa.
21-11-1970 – Explosão na Escola Técnica da PIDE, em Sete Rios, Lisboa. Às 4h da madrugada
21-11-1970 – Explosão, no Centro Cultural Americano, em Lisboa, às 4 h da madrugada.
08-03-1971 – Destruição total ou parcial de 12 aviões e 16 helicópteros na Base Aérea Nº 3.
03-06-1971 – Sabotagem da Central de telecomunicações de Lisboa, no dia da reunião ministerial da NATO deixando o país isolado quanto a telecomunicações.
03-06-1971 – Derrube de 3 torres de alta tensão, em Sacavém, que provocaram o corte de energia eléctrica na região de Lisboa, no dia da reunião ministerial da NATO.
03-06-1971 – Derrube de 2 torres da rede eléctrica de alta tensão, em Belas, com o mesmo objetivo.
02-10-1971 – Assalto a um paiol, na zona de Loures e "confisco" de 500 kg de explosivos.
27-10-1971 – Explosão no Quartel General da NATO, em Oeiras, três dias antes da inauguração internacional.
12-01-1972 – Destruição de material de guerra, nos armazéns do cais de Alcântara, no porto de Lisboa, antes do seu embarque, no navio Muxima, para as guerras coloniais.
12-01-1972 – Sabotagem de 8 torres da rede eléctrica de alta tensão na região de Lisboa.
12-01-1972 – Sabotagem de 4 torres de alta tensão na região de Coimbra .
12-01-1972 – Sabotagem de 8 torres de alta tensão na região do Porto. Estas sabotagens provocaram o corte de energia elétrica no país, durante o dia das pseudo - eleições do Presidente da República, almirante Américo Tomaz.
A Morte saiu à rua num dia assim
2011/12/07
Honoris Causa em...Cabo Verde!
Esta homenagem de uma Universidade da República de Cabo Verde não pode deixar de ser considerada uma afronta aos patriotas de Cabo Verde, da Guiné-Bissau e de Angola que lutaram pela independência dos seus países e que sofreram inomináveis brutalidades, às ordens da PIDE, neste campo de concentração de má memória, onde já tinham sido condenados a morte lenta, tantos portugueses, antes de ter sido reaberto, naquela data, por Adriano Moreira.
A direcção do NAM
Sobre o Tarrafal uma reportagem sobre a participação do NAM no simpósio promovido pela Presidência da República de Cabo Verde, em 2009
Ou as intervenções aqui também no Memórias
2011/11/25
HOMENAGEM aos professores universitários e investigadores demitidos pela ditadura
• no dia 19 de Dezembro, às 12 horas, na reitoria da Universidade de Coimbra. Intervirão o reitor João Gabriel Silva, o historiador Luís Reis Torgal e Fernando Rosas, em nome da comisão promotora.
2011/07/24
Triunfou o direito à Memória
“Se calhar, ainda bem que tudo isto aconteceu”, disse Margarida Fonseca Santos à saída do tribunal, explicando que esta foi “uma forma de falar aos mais novos “de uma época em que não havia liberdade”, de “mobilizar as pessoas” e de “trazer a história do país para o teatro”.
O mesmo entendimento foi manifestado por Fragateiro. Ao levantar a questão, os sobrinhos de Santos Pais acabaram por “fazer um favor à democracia”, considera.
“A crítica pública deve ser um direito e não um risco”, frisou o magistrado [juiz António Passos Leite] na sentença que foi lida, esta tarde (2011-07-22), no tribunal criminal de Lisboa.
Julgado ao longo de 14 audiências desde o passado dia 3 de Maio, o caso opôs os sobrinhos do ex-director da PIDE/DGS, Silva Pais, aos responsáveis pela peça de teatro “A Filha Rebelde” que esteve em cena no Teatro Nacional D. Maria II em 2007: a autora do argumento, Margarida Fonseca Santos e dois dos administradores do Teatro Nacional, Carlos Fragateiro e José Manuel Castanheira, acusados de difamação e ofensa à memória de Silva Pais.
A peça é a adaptação ao teatro do livro “A Filha Rebelde” (editora Temas e Debates) da autoria de José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz. A família do ex-director da PIDE considerou que algumas das falas da peça eram ofensivas ao nome e memória de Silva Pais, nomeadamente por lhe ser atribuído o homicidio de Humberto Delgado e decidiu processar os seus responsáveis.
A notícia da absolvição foi recebida na sala de audiências com salvas de palmas, gritos de “abaixo a PIDE” e cravos vermelhos distribuídos aos presentes.
O juiz sublinhou o “direito à manifestação artística” e “à história” e referiu-se à doutrina sobre os direitos do Homem sublinhando a importância da liberdade de expressão como “uma das condições das sociedades democráticas”.
” que marcou a “reconciliação com a memória” do seu avô,
...
A peça de teatro, “A Filha Rebelde" conta a história da filha de Silva Pais, Annie Silva Pais, casada com um diplomata suíço com quem foi viver para Havana, Cuba, no início da Revolução. Apaixonada por Che Guevara, Annie acabou por deixar o marido e aderir à causa cubana.
O Ministério Público decidiu não acompanhar a acusação atendendo a que não se tratava de um crime público e na fase das alegações finais do julgamento, o procurador Abel Matos Rosa pediu a absolvição dos arguidos, tal como os advogados de defesa, Lucas Serra e Victor Ferreira.
Obrigado a todos os que, neste processo defenderam o direito à memória, à verdade histórica, à liberdade e ajudaram a enterrar o espectro da Pide que parece estar mal enterrada.
Link, link
2011/07/13
"Já uma estrela se levanta"
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O livro já está à venda na livraria O Círculo das Letras e talvez já por aí. Dele fala aqui a Ana Paula Fitas numa escrita belíssima. E, é claro, é referido aqui
2011/05/18
Vamos Falar da nossa Juventude. As lutas académicas pela liberdade dos anos 50 e 60 e as de agora
Jornadas de Ciência Política
ISCTE-IUL Auditório B103 Edifício II
19 Maio de 2011
09:30 Sessão de aberturaISCTE-IUL: Luís Reto (Reitor), André Freire, José Manuel Leite Viegas, Fábio Ramalho
NAM: Raimundo Narciso
10:00 década de 50
MUD Juvenil e a repressão fascistaCarlos Veiga Pereira, Luísa Irene Dias Amado, José
Tengarrinha, Mário RuivoModerador André Freire
Decreto-Lei 40900 : A Supressão da Liberdade Associativa EstudantilCarlos Portas, Herberto Goulart, Júlio Pequito, Prostes da FonsecaModerador Raimundo Narciso11:30 Coffee break
11:45 Debate aberto à assistênciaModerador Helena Pato
14:30 década de 60
Crise Académica de 62Fernando Vicente, Isabel do Carmo, Medeiros FerreiraModerador Helena PatoDebate aberto à assistênciaCrise Académica de 69Domingos Lopes, José Barata, Manuela CruzeiroModerador Jaime MendesDebate aberto à assistência16:30 Coffee break16:45 Actualidade Os Movimentos Estudantis na ActualidadeNACP Bárbara Borrego e Joana MorgadoModerador Inês Trindade
Debate aberto à assistência com a participação especial deRicardo Bernardes Presidente da ESPECAlexandre de Sousa Carvalho Organizador da Manifestação Geração à rasca/M12M
2011/05/02
Querem branquear a PIDE
À Comunicação Social
A direcção do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória manifesta a sua profunda indignação perante o julgamento de Margarida Fonseca Santos, Carlos Fragateiro e José Manuel Castanheira. Não está apenas em causa a liberdade de expressão destes prestigiados intelectuais (e o precedente que este caso pode configurar), mas também o desrespeito pela memória de todos aqueles que, durante o fascismo, combateram por um regime democrático.
Na manhã de 3 de Maio de 2011, acusados por familiares do último director da PIDE/ DGS, vão estar, na barra do tribunal, cidadãos que se propõem preservar a memória da ditadura, e não Silva Pais, um dos maiores responsáveis pelo regime de terror em que se viveu até 1974. As atrocidades infligidas aos opositores, por inspectores e agentes sob a alçada de Silva Pais, enchem milhões de páginas no Arquivo da Torre do Tombo, jamais foram objecto de confrontação por parte desses seus autores, mas não são esquecidas pelas vítimas.
Há poucos dias, foi inaugurada uma exposição na antiga Cadeia do Aljube, em Lisboa: «A Voz das Vítimas». Impressiona pela dimensão que transmite dos crimes cometidos pela polícia política, ao longo de 48 anos. E vem lembrar-nos, de novo, que os autores desses crimes nunca foram julgados. Os obreiros da Democracia, nascida em Abril, não abdicaram de uma atitude de tolerância que se tem revelado enormemente injusta para com os milhares de portugueses que sofreram, até à morte, as consequências de torturas, de prisões, de perseguições, ou o exílio. Foram décadas vividas sob o terror da PIDE /DGS, com o comando de Silva Pais, seu Director.
O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória saúda os acusados neste processo, por se juntarem àqueles que deixam, para as gerações futuras, um legado de memórias desse tenebroso tempo de opressão. Estaremos, sempre, ao lado dos que impedem o branqueamento, quer de um regime que destruiu vidas e famílias, quer dos seus responsáveis máximos. E Silva Pais é um nome que não se apaga da nossa memória.
Em 2 de Maio de 2011
A Direcção do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória
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O julgamento ocorrerá às 9h 15m de 3 de Maio de 2011 no 2º Juizo Criminal, 3ª Secção, Av D. João II, n.º
2011/04/25
2011/04/15
ALJUBE - 46 anos depois de fechar
Imagens da inauguração e da exposição:

2011/04/14
A Voz das Vítimas
A seguir um texto de RN sobre o Movimento Não Apaguem a Memória no catálogo da exposição: 220 páginas de fotografias, nomeadamente dos curros, do parlatório, fichas de presos e documentos do arquivo da PIDE, relatos de fugas e de... casamentos de presos, na prisão. À venda na exposição que tem entrada livre:___________________
.... Continua aqui: link
2011/03/03
Fernando Vicente torturado pela PIDE
O vídeo que se segue foi retirado da SIC online, que disponibiliza o código para cópia, do programa Histórias com gente dentro, emitido no dia 1 de Março de 2011, às 21:40 h.
A parte do video relativa ao Fernando Vicente está entre os 20 e os 25 minutos. Como seria necessário autorização para extrair e republicar a parte que me interessava (no Youtube, p.ex.) coloquei aqui todo o programa, com cerca de 30 minutos. Mas quem queira ver apenas a entrevista do FV pode dar início ao vídeo e em seguida com o rato pode arrastar o cursor que aparece na parte de baixo do vídeo para o minuto 20.
O video também está disponível do site do NAM - Movimento Cívico Não Apaguem a Memória.







































