Contra o TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership)
2015/06/11
2015/06/09
"Mulher sem Qualidade" saiu. Só por cunha ou misericórdia terá entrado.
O assunto não é assim tão transcendente como aquele do Jesus, do Vieira, do Marco e do Carvalho mas como o vídeo foi interditado no Facebook e também ao que me dizem, no DN online, a bem da liberdade de expressão e para memória futura aqui fica.
A saída do programa da "mulher sem qualidade" foi o que de melhor restou da participação desta mulherzinha na Barca do Inferno onde entrou talvez por ser assim como ela é, bem de acordo com os tempos em que o país é governado por aquele "Homem sem Qualidade". A bem dizer 3 homenzinhos sem qualidade
A antiga jornalista e apresentadora questionava Isabel Moreira sobre os benefícios da descida da TSU proposta pelo PS. Da "Barca do Inferno", a estibordo, atirou-se à água e vaí daí a RTP não lhe lançou nenhum salva vidas. Deixou-a na água, molhada, a esbracejar. Nada que não mereça.
“Isto não é debate. Neste preciso momento abandono o programa. Já chega, é inacreditável o que aqui se passa.” Foi assim que Manuela Moura Guedes abandonou em directo o programa Barca do Inferno, esta segunda-feira, após uma troca intensa de argumentos com a deputada socialista Isabel Moreira. (Público online link):
"No programa da RTP Informação, a antiga jornalista da TVI questionava Isabel Moreira sobre como a descida da TSU proposta pelo PS “vai garantir emprego, crescimento, salários”. A deputada socialista defendeu que essa descida vai aumentar o consumo, argumento que Manuela Moura Guedes não aceitou e insistiu em pedir uma resposta mais concreta.
Foi neste momento que o debate subiu de tom, com a comentadora residente do programa a exigir ao humorista Nilton, que apresenta o programa, a sua intervenção para conseguir uma resposta. “Já fizeste a pergunta e ela [Isabel Moreira] já respondeu”, ripostou o apresentador, relembrando Manuela Moura Guedes que estavam “em directo” e exigindo “alguma boa educação”. Nilton frisou que a antiga jornalista da TVI não poderia “monopolizar o programa”.Moura Guedes anunciou a decisão de abandonar o programa poucos segundos depois, pedindo “imensa desculpa aos espectadores”, e lembrou que quando existe um debate “pergunta-se e as pessoas respondem, não viram a cara para o lado”, em resposta à reacção de Isabel Moreira à sua pergunta.
A situação causou alguma surpresa nas restantes comentadoras —além de Isabel Moreira, Raquel Varela e Sofia Vala Rocha — e, após a saída de Moura Guedes, Nilton fez referência à situação que levou Santana Lopes a abandonar uma entrevista na SIC Notícias depois de ser interrompido por um directo da chegada de José Mourinho a Lisboa. “Um momento Pedro Santana Lopes na Barca do Inferno”, disse o humorista.
Isabel Moreira reagiu a esta saída no seu Facebook, referindo que “as participantes no programa não são iguais, há quem se prepare e há quem debata”. Considerou a saída de Manuela Moura Guedes como tardia e um “desrespeito total pelo público”. A deputada socialista elogiou ainda a intervenção de Nilton no debate, que “fez o seu papel de forma exemplar”.
Esta não foi a primeira vez que existiu uma saída do programa, apesar de não ter sido um abandono em directo. Marta Gautier, uma das comentadoras iniciais da Barca do Inferno, saiu após o primeiro episódio por “falta de química” com as restantes comentadoras, referiu na ocasião José Manuel Portugal, então director de informação da RTP. Marta Gautier recebeu algumas críticas, nomeadamente da parte de Manuela Moura Guedes, por se ter apresentado mal preparada para debater as questões da actualidade, em especial o mau funcionamento da plataforma Citius, o tema em discussão nesse momento.
Texto editado por Tiago Luz Pedro
2015/05/31
Pedro Baptista e o seu 2º livro de Memórias
O Alfa Pendular chegou a Campanhã ainda não eram 17 h tomei logo ali o "urbano" para S. Bento e fui subindo os Aliados olhando para o espanto daquele portentoso edifício que, com Rui Moreira e a Câmara lá dentro, governa a "Cidade Invicta". Não foi necessário perguntar onde é que o Pedro Batista ia fazer o lançamento do seu segundo livro de memórias. Logo à entrada do átrio uma banca com resmas do seu livro que a Afrontamento editara dizia-me que a cerimónia seria ali mesmo, no átrio grande do grande edifício da Câmara onde tanta cadeira me pareceu excessivo. Afinal não chegaram pois mal eu me distraíra a observar os cantos da casa uma multidão de amigos e curiosos disputavam os assentos. Este 2º livro de memórias é uma reflexão sobre o caminho que o Pedro fez de braço dado com Portugal nestes últimos 40 anos.
O Pedro depois dos abraços e dos desvelos com que rodeou a minha chegada: se tinha chegado bem, que depois me levaria ao hotel, mas antes disso teríamos o jantar com um largo grupo de amigos, correligionários e não correligionários, revolucionários e não revolucionários, gente dos partidos e outros perdidos pelos partidos.
Eu acabara de chegar de Lisboa, 300 kms para o lançamento de um livro! Só mesmo o Pedro Batista!! Convivemos lado o lado no mesmo gabinete durante quatro anos, 1965 a 1999, como deputados na bancada do PS, depois da saga da Plataforma de Esquerda e do acordo com o partido de Jorge Sampaio e a seguir de António Guterres. Só isso pode explicar aqueles 300 kms para saudar o autor e antigo patrão do Grito do Povo e da OCMLP tudo coisas com que sempre embirrei.
Ele largou-me logo para atender uma chusma de admiradores e admiradores e garatujar umas palavras de simpatia ou louvor, o costume, nos livros que cada um ostentava como um troféu, o que me levou de imediato a olhar bem à volta para ver se descobria alguma coisa de que pudesse dizer mal. Da Câmara, da cidade, dos amigos do Pedro ou dele próprio.
Chegou então o Presidente da Câmara que foi o primeiro a discursar e fez tantos elogios ao Pedro Baptista que eu no fim até lhe disse que me pareciam elogios a mais. Falou em seguida José Manuel Lopes Cordeiro historiador da Universidade do Minho, em seguido o coronel Sousa e Catro, capitão de Abril e por fim Francisco de Assis, do PS e deputado do Parlamento Europeu mas ali, na qualidade de velho amigo do seu amigo. Apresentando o autor e os intervenientes estava José Sousa Ribeiro das Edições Afrontamento.
Dos discursos - influenciado pela comunicação social actual - não vou referir o que de substancial foi dito sobre a História de Portugal e sobre o livro que analisa esta, ao sabor do que o Pedro e a sua OCMLP, foram fazendo para tornar a vida dos Portugueses num inferno, convencidos que os encaminhavam para o paraíso. O que vou relatar são os anexins e destes lembro-me apenas de o Sousa Castro dizer de Rui Moreira que afinal visto assim ao perto, era mais alto do que ele imaginara ao vê-lo pela televisões. Deu gargalhada geral, é claro.
O Pedro Baptista, quando à 6ª feira se despedia dos colegas, na AR, dizia sem receio do despautério: até 2ªf, que "agora vou para Portugal", quando afinal ia apenas para o Porto... Por isso não me fica bem dizer aqui, ao pé dele, que o Porto está lindo, impressionado que fiquei com o belo passeio que demos e com outros amigos seus, dos tempos OMLP, pela Esplanada do Castelo e pelo Passeio Alegre.
_______________________
Da contracapa do livro
2015/05/27
2015/05/10
Georgia O' Keeffe e suas telas
«Georgia Totto O'Keeffe (Sun Prairie, Wisconsin, 15-11-1887 – Santa Fé, Novo México, 6 -3 -1986) Estudou pintura no Art Institut of Chicago e mais tarde na Universidade de Columbia em Nova Iorque. Enquadrada na pintura modernista tem telas onde pinta os sedutores arranha-céus que nos finais do século XIX encantaram também outras pintoras como Tamara de Lempika. Em 1916 conheceu o fotógrafo Alfred Stieglitz. Casariam em 1924 e Georgia começou por expor no seu atelier de Nova Iorque.
«As suas telas de paisagens e flores foram muito apreciadas a partir de 1928. Georgia é considerada uma das pintoras norte-americanas de maior sucesso do século XX.»
Isto é o q eu está ali na Wikipédia. E acrescento uma pitada de sal. Dizem que O-Keeffe e Stieglitz, ele fotógrafo e também famoso, se deixaram levar por uma paixão de subir aos céus e que ele lhe fotografou o corpo centímetro a centímetro.
Entretanto quem goste de pintura pode comprar por 5€ e picos um livrinho sobre esta pintora muito famosa nos EUA no passado século, com muitas imagens, numa dessas vendas de livros do Metro .
Recomenda-se uma visita aqui : http://www.georgiaokeeffe.net/paintings.jsp
«As suas telas de paisagens e flores foram muito apreciadas a partir de 1928. Georgia é considerada uma das pintoras norte-americanas de maior sucesso do século XX.»
Isto é o q eu está ali na Wikipédia. E acrescento uma pitada de sal. Dizem que O-Keeffe e Stieglitz, ele fotógrafo e também famoso, se deixaram levar por uma paixão de subir aos céus e que ele lhe fotografou o corpo centímetro a centímetro.
Entretanto quem goste de pintura pode comprar por 5€ e picos um livrinho sobre esta pintora muito famosa nos EUA no passado século, com muitas imagens, numa dessas vendas de livros do Metro .
Recomenda-se uma visita aqui : http://www.georgiaokeeffe.net/paintings.jsp
As de baixo com um clique ficam do tamanho das de cima
2015/04/29
INAUGURAÇÃO DO MUSEU DO ALJUBE
As imagens são da inauguração do "Museu do Aljube Resistência e Liberdade", em Lisboa, em 25 de Abril de 2015.
Viemos conversando, revendo amigos que não víamos desde o anterior desfile pela Av. da Liberdade. Do Marquês de Pombal ao Rossio. Aqui chegados fomos comer uma torrada, beber um café e conversar, debaixo de um largo toldo do Café Nicola que nos abrigava da impertinência da chuva.. Não ouvi os discursos. Nunca ouvi os discursos e fui a todos os desfiles! Depois abrimos os chapéus de chuva e fomos andando até ao Aljube. Reuniu-se uma multidão de umas 200 pessoas, segundo cálculo dos "peritos" Esperámos à chuva, à chuva, à chuva, a chegada do novel presidente da CML, Fernando Medina, para destapar a placa inaugural.
Entraram umas 40 ou 50 pessoas e as outras esperaram por sua vez, as que esperaram e desesperaram, à chuva, à chuva, à chuva.
Enquanto se ia fazendo a visita guiada fui conversando com as caras que não via há muito. Não vi o conteúdo do museu. A multidão acotovelava-se e decidi ver a exposição noutra altura. E conversei. Depois ouvi os discursos do director do museu, o historiador Luís Farinha, seguido do do historiador António Borges Coelho, presidente do Conselho Consultivo do Museu e sócio honorário do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória - NAM e por fim o discurso do presidente da CML.
Estive atento aos discursos. Todos eles bons discursos. Sublinharam o significado do museu, o que foi aquela sinistra prisão política, com curros, celas sem luz com 2,5x1,5 metros de área onde estiveram "enterradas" por vezes meses e meses seguidos, no escuro e no silêncio de enlouquecer, portugueses que lutaram pela liberdade ganha em 25 de Abril de 1974. Estive atento aos discursos para ver se referiam que aquele museu se deve à iniciativa persistente do NAM, desde 2006. Iniciativa do NAM acolhida pela Assembleia da República, pelo ministro da Justiça de então, Alberto Costa, que libertou o edifício dos serviços do seu ministério, pelo presidente da CML, António Costa que assumiu as obras de remodelação e responsabilidade pela criação do museu cujo levantamento se apoiou no intervenção da Fundação Mário Soares e do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Estive atento e tanto o prof. Borges Coelho como o presidente da CML Fernando Medina, sublinharam o papel decisivo e pioneiro do NAM desde o seu início, quer como movimento, desde 2006 quer como associação a partir de 2008.
Congratulemo-nos pois. Lisboa tem o museu da luta pelo derrubamento da ditadura. O NAM empenhar-se-á em colaborar para que o museu seja um polo de irradiação dos ensinamentos da História em prol da Liberdade.
[Nota: para que as fotos pequenas se tornem grandes chega um clique. Muitas destas fotos foram colhidas no site da CML cuja autoria não menciono por não a conhecer]
A Sé de Lisboa do outro lado da rua.
O Aljube à esquerda.
Isto é um curro. Se o preso levantar a tarimba pode dar até 3 passos. A porta tinha uma janelinha de uns 20x20 cm, com grades que deixava entrar uma réstia de luz vinda do corredor escuro. Muitos não enloqueceram
2015/04/24
O NAM está na origem do MUSEU DO ALJUBE- RESISTÊNCIA E LIBERDADE que se ianugura em 25 de Abril de 2015
O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória - NAM enviou hoje um convite e a seguinte informação aos seus associados relativamente à inauguração, amanhã, 25 de Abril de 2015, pelas 19h, do "Museu do Aljube - Resistência e Liberdade" (fica em Lisboa, ao lado da Sé).
Quem queira saber mais sobre a acção desenvolvida desde 2005 pelo NAM para que este museu fosse criado e também sobre outras iniciativas do NAM pode ir aqui ao blog MEMÓRIAS e com um clique escolher no índice do lado direito o evento e fotos.
Estão todos convidados e convocados para a inauguração, em Lisboa,
do “Museu do Aljube – Resistência e Liberdade”, às 19 horas do dia 25 de Abril.
Lembramos que o museu do Aljube foi o primeiro e mais importante
objectivo da luta do NAM em prol da MEMÓRIA, gorado que estava o objectivo da
Sede da ex-PIDE que esteve na origem do Movimento, em 2005.
Lembremos “O CAMINHO PARA O ALJUBE”:
2006-07-01 – Artur Pinto, ex-preso político
do Aljube, fundador e dirigente do NAM, organizou em nome do Movimento, uma
concentração junto ao edifício do Aljube com a presença de mais de uma centena
de ex-presos políticos, familiares e amigos. Desta concentração resultou um
abaixo-assinado onde se exigia a ” recuperação do edifício do Aljube como local
de memória da resistência ao fascismo.”
Este documento foi assinado por 56 ex-presos políticos e
acompanhou a petição do NAM com mais
de seis mil assinaturas, entre as quais as dos ex-presidentes Jorge Sampaio e
Mário Soares. Nela se exigia a salvaguarda dos locais de memória da
resistência antifascista e foi entregue, ao então Presidente da AR, Dr. Jaime
Gama. (Um clique nas fotos amplia-as)2006-07-26 Deu entrada na Assembleia da República a petição/abaixo-assinado.
2006 – … Várias representações do
NAM reuniram com todos os grupos parlamentares da AR e com o seu presidente
para explicar os objectivos do Movimento, com particular destaque para a criação
do museu no Aljube.
houve da parte de todos um claro apoio.
2007–03–08
- Relatório, excelente, do deputado Marques Júnior sobre a petição
aprovada pela Comissão de Assuntos Constitucionais Liberdades e Garantias.
2007-03–31 – Debate da petição no Plenário
da AR. Vale a pena ler o Diário da Assembleia da República que o relata e
observar as intervenções dos vários partidos. (O debate está aqui: Link )
2008–03–26 Da
petição do NAM resultou a aprovação pela AR, por unanimidade, da Resolução
n.º 24/2008 que recomenda ao governo e demais autoridades
nomeadamente:
“1) Apoio a programas de musealização, como a
criação de um museu da liberdade e da resistência, cuja sede deve situar-se no
centro histórico de Lisboa (antiga instalação da Cadeia do Aljube), enquanto
pólo aglutinador que venha a configurar uma rede de núcleos museológicos….”
2006 a 2008
– A direcção do NAM teve encontros com o presidente
da CML, António Costa e com o então ministro
da Justiça, Alberto Costa, para a criação do Museu do Aljube. Houve da
parte de ambos total receptividade. Do presidente da CML para assumir a
remodelação do edifício, e assumir a tutela do futuro museu. Do ministro da
Justiça, ex-preso político do Aljube, para transferir os serviços do seu ministério
que ocupavam o edifício.
2009-04-25 Assinatura de um protocolo entre a CML e o NAM
para realização de uma grande exposição no Aljube, uma parceria do NAM com o
Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC-UNL) e
a Fundação Mário Soares (FMS) e que seria um ensaio para o futuro museu.
A FMS foi a
principal responsável pelos meios logísticos e organizativos, a parte
conceptual em que a FMS e o NAM participaram teve como principal protagonista o
IHC da UNL, dirigido por Fernando Roas e no qual como investigadora e membro da
direcção do NAM teve importante papel a historiadora Irene Pimentel.
Além disso o
NAM foi o responsável pelo projecto que obteve o apoio financeiro da Comissão
das Comemorações do Centenário da República e ainda angariou junto de sócios e
amigos mais de 40 mil euros para a exposição e obras no edifício. A exposição,
em 2010 e 2011 foi um êxito.
2013 – A direcção do NAM é surpreendida pela criação de um
Conselho Consultivo para a instalação do museu que tem uma Comissão Instaladora
com representantes da CML, da FMS,
do IHC-UNL e ainda, o futuro director que veio a ser o historiador Luís
Farinha, Henrique Cayatte e Domingos Abrantes mas ninguém do NAM.
O
NAM e Vários dos seus activistas fazem parte do grupo de 23 “Personalidades”
cujo primeiro nome é o do historiador António Borges Coelho, sócio honorário do
NAM e a nossa associação faz parte do conjunto de 14 organizações que compõem o
Conselho Consultivo mas este nunca foi… consultado! O NAM a entidade que está
na origem do museu foi assim, sem qualquer explicação, surpreendentemente, excluído
da Comissão instaladora.
2015– 04-17 – Foi organizada pela CML uma visita guiada dos
membros do Conselho Consultivo ao museu. Na reunião final quer Irene Pimentel
quer Raimundo Narciso, fizeram observações sobre o futuro museu e este na
qualidade de presidente da direcção do NAM (2014-16) deu conta de ter havido
surpresa e desagrado pela não participação do NAM na referida Comissão
Instaladora.
Aqui
chegados o NAM pretende fortalecer as relações com a CML e desenvolver uma
cooperação frutuosa com o museu e o seu director.
O
museu poderá ter e terá seguramente, um importante papel para que “Não Apaguem
a Memória” da luta gloriosa contra a ditadura e pela Liberdade, uma luta que
afrontou terror, torturas e assassinatos, levada a cabo por muitos milhares de
portugueses que não se submeteram ao regime fascista de Salazar e Caetano.
O
Museu poderá ser um importante instrumento na formação cívica, em especial dos
jovens. O NAM está empenhado em dar o seu melhor contributo, em cooperação com
todas as entidades e pessoas que prossigam os mesmos fins para que se tire o
máximo partido deste importante museu municipal.
Raimundo Narciso
Presidente da Direcção do NAM
__________________
Nota: as 4 primeiras fotos são no exterior do Aljube, durante a concentração convocada por Artur Pinto, na 3ª vê-se, o historiador António Borges Coelho, sócio honorário do NAM, a falar para a assistência que enche as traseiras do Aljube, na 4ª vê-se a falar Edmundo Pedro, sócio honorário do NAM, ex-presso político que começou pelo campo de concentração do Tarrafal, aos 17 anos durante 10 anos, com o pai, Gabriel Pedro, na 5ª , no gabinete do presidente da AR, da esquerda para a direita o deputado Osvaldo de Castro (de costas) presidente da Comissão Parlamentar de ACDLG, sócio do NAM, já falecido, Raimundo Narciso, presidente da Direcção do NAM, Nuno Teotónio Pereira, sócio honorário do NAM, Lúcia Ezaguy Simões, vice-presidente da Direcção do NAM, Maria Barroso associada do NAM e que todos conhecem, Jaime Gama, presidente da AR. Na última foto Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da CML.
Presidente da Direcção do NAM
__________________
Nota: as 4 primeiras fotos são no exterior do Aljube, durante a concentração convocada por Artur Pinto, na 3ª vê-se, o historiador António Borges Coelho, sócio honorário do NAM, a falar para a assistência que enche as traseiras do Aljube, na 4ª vê-se a falar Edmundo Pedro, sócio honorário do NAM, ex-presso político que começou pelo campo de concentração do Tarrafal, aos 17 anos durante 10 anos, com o pai, Gabriel Pedro, na 5ª , no gabinete do presidente da AR, da esquerda para a direita o deputado Osvaldo de Castro (de costas) presidente da Comissão Parlamentar de ACDLG, sócio do NAM, já falecido, Raimundo Narciso, presidente da Direcção do NAM, Nuno Teotónio Pereira, sócio honorário do NAM, Lúcia Ezaguy Simões, vice-presidente da Direcção do NAM, Maria Barroso associada do NAM e que todos conhecem, Jaime Gama, presidente da AR. Na última foto Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da CML.
2015/04/11
Por dois votos o Ernâni não foi presidente da Associação de Estudantes de Ciências
1958, foi um ano da maior agitação política com a candidatura do general Delgado à presidência da República a fazer tremer o salazarismo. Envolvi-me ainda mais na política e a consequência foi o chumbo a duas cadeiras no 2º ano de engenharia do IST. Para não perder o ano, drama que não conhecera antes, mudei-me para a Faculdade de Ciências onde poderia frequentar além das duas cadeiras do 2º ano de engenharia quase todas as do 3º.
Eis-me assim na Faculdade de Ciências de que guardo gratas recordações. Em primeiro lugar pelo mar de raparigas, género que rareava nas engenharias do IST. Depois pelo lindo Jardim Botânico, ao lado, que propiciava um ambiente a exaltadas paixões entre colegas.
Comparada com a do IST a Associação de estudantes da FCL era pouco mais que incipiente e um grupo de estudantes que se conheciam de reuniões políticas da "oposição", na sede da Seara Nova, logo resolveu ali organizar uma lista concorrente às eleições para a direção da AE que se aproximavam. Escolhemos o Ernâni Pinto Basto para candidato a presidente da direção.
A lista do Ernâni tinha planos pedagógicos, cívicos e culturais mas foi logo alcunhada de comunista pelos "Jovens Portugal", um movimento de jovens ligados à ditadura que tinha ali três ou quatro aderentes. A lista oposta dizia-se apolítica e era quase toda de boa gente.
A votação foi renhidíssima e durou até tarde, para lá das onze da noite. O Ernâni perdeu por dois votos. Mas teve a compensá-lo ter oferecido a oportunidade a umas dezenas de raparigas nossas colegas que viviam em lares religiosos das redondezas, de gozar o ar da rua e da noite para lá das 20h limite a que o recolher daqueles lares as obrigavam para salvaguarda da virgindade e da honra.
Como era para derrotar a lista dos "comunistas" aquelas colegas puderam, excecionalmente, estar fora do lar e da vigilância das religiosas até altas horas. Como era para uma boa acção, a defesa do "santo" Salazar e para barrar o caminho ao "comunismo" na associação de estudantes, os lares consideraram aceitável o risco da virgindade que tais saídas noturnas, com o diabo sempre à espreita, obviamente propiciam.
Para preparar o programa eleitoral organizávamos passeios à praia e piqueniques que as fotos ilustram e onde se vê, entre colegas de Ciências, o Ernâni Pinto Basto. E para nos ressarcirmos da derrota passámos o Agosto em Lagos, na praia de Don' Ana. A prova é a foto aqui em baixo.
Etiquetas:
Associação de Estudantes,
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Faculdade de Ciências,
General Delgado
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