2015/05/27


2015/05/10

Georgia O' Keeffe e suas telas

«Georgia Totto O'Keeffe (Sun Prairie, Wisconsin, 15-11-1887 – Santa Fé, Novo México, 6 -3 -1986) Estudou pintura no Art Institut of Chicago e mais tarde na Universidade de Columbia em Nova Iorque. Enquadrada na pintura modernista tem telas onde pinta os sedutores arranha-céus que nos finais do século XIX encantaram também outras pintoras como Tamara de Lempika. Em 1916 conheceu o fotógrafo Alfred Stieglitz. Casariam em 1924 e Georgia começou por expor no seu atelier de Nova Iorque.
«As suas telas de paisagens e flores foram muito apreciadas a partir de 1928. Georgia é considerada uma das pintoras norte-americanas de maior sucesso do século XX.»
Isto é o q eu está ali na Wikipédia. E acrescento uma pitada de sal. Dizem que O-Keeffe e Stieglitz,  ele fotógrafo e também famoso, se deixaram levar por uma paixão de subir aos céus e que ele lhe fotografou o corpo centímetro a centímetro.
Entretanto quem goste de pintura pode comprar por 5€ e picos um livrinho sobre esta pintora muito famosa nos EUA no passado século, com muitas imagens, numa dessas vendas de livros do Metro .
Recomenda-se uma visita aqui : http://www.georgiaokeeffe.net/paintings.jsp
 
 
 

As de baixo com um clique ficam do tamanho das de cima



2015/04/29

INAUGURAÇÃO DO MUSEU DO ALJUBE

As imagens são da inauguração do "Museu do Aljube Resistência e Liberdade", em Lisboa, em 25 de Abril de 2015.
Viemos conversando, revendo amigos que não víamos desde o anterior desfile pela Av. da Liberdade. Do Marquês de Pombal ao Rossio. Aqui chegados fomos comer uma torrada, beber um café e conversar, debaixo de um largo toldo do Café Nicola que nos abrigava da impertinência da chuva.. Não ouvi os discursos. Nunca ouvi os discursos e fui a todos os desfiles! Depois abrimos os chapéus de chuva e fomos andando até ao Aljube. Reuniu-se uma multidão de umas 200 pessoas, segundo cálculo dos "peritos" Esperámos à chuva, à chuva, à chuva, a chegada do novel presidente da CML, Fernando Medina, para destapar a placa inaugural.
Entraram umas 40 ou 50 pessoas e as outras esperaram por sua vez, as que esperaram e desesperaram, à chuva, à chuva, à chuva. 
Enquanto se ia fazendo a visita guiada fui conversando com as caras que não via há muito. Não vi o conteúdo do museu. A multidão acotovelava-se e decidi ver a exposição noutra altura. E conversei. Depois ouvi os discursos do director do museu, o historiador Luís Farinha, seguido do do historiador António Borges Coelho, presidente do Conselho Consultivo do Museu e sócio honorário do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória - NAM e por fim o discurso do presidente da CML.  
Estive atento aos discursos. Todos eles bons discursos. Sublinharam o significado do museu, o que foi aquela sinistra prisão política, com curros, celas sem luz com 2,5x1,5 metros de área onde estiveram "enterradas" por vezes meses e meses seguidos, no escuro e no silêncio de enlouquecer, portugueses que lutaram pela liberdade ganha em 25 de Abril de 1974. Estive atento aos discursos para ver se referiam que aquele museu se deve à iniciativa persistente do NAM, desde 2006. Iniciativa do NAM acolhida pela Assembleia da República, pelo ministro da Justiça de então, Alberto Costa, que libertou o edifício dos serviços do seu ministério, pelo presidente da CML, António Costa que assumiu as obras de remodelação e responsabilidade pela criação do museu cujo levantamento se apoiou no intervenção da Fundação Mário Soares e do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Estive atento e tanto o prof. Borges Coelho como o presidente da CML Fernando Medina, sublinharam o papel decisivo e pioneiro do NAM desde o seu início, quer como movimento, desde 2006 quer como associação a partir de 2008.
Congratulemo-nos pois. Lisboa tem o museu da luta pelo derrubamento da ditadura. O NAM empenhar-se-á em colaborar para que o museu seja um polo de irradiação dos ensinamentos da História em prol da Liberdade. 
[Nota: para que as fotos pequenas se tornem grandes chega um clique. Muitas destas fotos foram colhidas no site da CML cuja autoria não menciono por não a conhecer]
 
 A Sé de Lisboa do outro lado da rua.
 
 O Aljube à esquerda.
 

  


Isto é um curro. Se o preso levantar a tarimba pode dar até 3 passos. A porta tinha uma janelinha de uns 20x20 cm, com grades que deixava entrar uma réstia de luz vinda do corredor escuro. Muitos não enloqueceram


2015/04/24

O NAM está na origem do MUSEU DO ALJUBE- RESISTÊNCIA E LIBERDADE que se ianugura em 25 de Abril de 2015

O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória - NAM enviou hoje um convite e a seguinte informação aos seus associados relativamente à inauguração, amanhã, 25 de Abril de 2015, pelas 19h, do "Museu do Aljube - Resistência e Liberdade" (fica em Lisboa, ao lado da Sé).
Quem queira saber mais sobre a acção desenvolvida desde 2005 pelo NAM para que este museu fosse criado e também sobre outras iniciativas do NAM pode ir aqui ao blog MEMÓRIAS e com um clique escolher no índice do lado direito o evento e fotos.
 
 MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE

Estão todos convidados e convocados para a inauguração, em Lisboa, do “Museu do Aljube – Resistência e Liberdade”, às 19 horas do dia 25 de Abril. 
Lembramos que o museu do Aljube foi o primeiro e mais importante objectivo da luta do NAM em prol da MEMÓRIA, gorado que estava o objectivo da Sede da ex-PIDE que esteve na origem do Movimento, em 2005. 

Lembremos                          “O CAMINHO PARA O ALJUBE”: 

2006-07-01 – Artur Pinto, ex-preso político do Aljube, fundador e dirigente do NAM, organizou em nome do Movimento, uma concentração junto ao edifício do Aljube com a presença de mais de uma centena de ex-presos políticos, familiares e amigos. Desta concentração resultou um abaixo-assinado onde se exigia a ” recuperação do edifício do Aljube como local de memória da resistência ao fascismo.”
Este documento foi assinado por 56 ex-presos políticos e acompanhou a petição do NAM com mais de seis mil assinaturas, entre as quais as dos ex-presidentes Jorge Sampaio e Mário Soares. Nela se exigia a salvaguarda dos locais de memória da resistência antifascista e foi entregue, ao então Presidente da AR, Dr. Jaime Gama.                     (Um clique nas fotos amplia-as)



2006-07-26 Deu entrada na Assembleia da República a petição/abaixo-assinado.

2006 –    Várias representações do NAM reuniram com todos os grupos parlamentares da AR e com o seu presidente para explicar os objectivos do Movimento, com particular destaque para a criação do museu no Aljube.
houve da parte de todos um claro apoio.  

2007–03–08  - Relatório, excelente, do deputado Marques Júnior sobre a petição aprovada pela Comissão de Assuntos Constitucionais Liberdades e Garantias. 

2007-03–31 – Debate da petição no Plenário da AR. Vale a pena ler o Diário da Assembleia da República que o relata e observar as intervenções dos vários partidos. (O debate está aqui: Link 

2008–03–26  Da petição do NAM resultou a aprovação pela AR, por unanimidade, da Resolução n.º 24/2008 que recomenda ao governo e demais autoridades nomeadamente:

1) Apoio a programas de musealização, como a criação de um museu da liberdade e da resistência, cuja sede deve situar-se no centro histórico de Lisboa (antiga instalação da Cadeia do Aljube), enquanto pólo aglutinador que venha a configurar uma rede de núcleos museológicos….”  

2006 a 2008 – A direcção do NAM teve encontros com o presidente da CML, António Costa e com o então ministro da Justiça, Alberto Costa, para a criação do Museu do Aljube. Houve da parte de ambos total receptividade. Do presidente da CML para assumir a remodelação do edifício, e assumir a tutela do futuro museu. Do ministro da Justiça, ex-preso político do Aljube, para transferir os serviços do seu ministério que ocupavam o edifício. 

2009-04-25   Assinatura de um protocolo entre a CML e o NAM para realização de uma grande exposição no Aljube, uma parceria do NAM com o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC-UNL) e a Fundação Mário Soares (FMS) e que seria um ensaio para o futuro museu.

A FMS foi a principal responsável pelos meios logísticos e organizativos, a parte conceptual em que a FMS e o NAM participaram teve como principal protagonista o IHC da UNL, dirigido por Fernando Roas e no qual como investigadora e membro da direcção do NAM teve importante papel a historiadora Irene Pimentel.
Além disso o NAM foi o responsável pelo projecto que obteve o apoio financeiro da Comissão das Comemorações do Centenário da República e ainda angariou junto de sócios e amigos mais de 40 mil euros para a exposição e obras no edifício. A exposição, em 2010 e 2011 foi um êxito.

2013 – A direcção do NAM é surpreendida pela criação de um Conselho Consultivo para a instalação do museu que tem uma Comissão Instaladora com representantes da CML, da FMS, do IHC-UNL e ainda, o futuro director que veio a ser o historiador Luís Farinha, Henrique Cayatte e Domingos Abrantes mas ninguém do NAM.

O NAM e Vários dos seus activistas fazem parte do grupo de 23 “Personalidades” cujo primeiro nome é o do historiador António Borges Coelho, sócio honorário do NAM e a nossa associação faz parte do conjunto de 14 organizações que compõem o Conselho Consultivo mas este nunca foi… consultado! O NAM a entidade que está na origem do museu foi assim, sem qualquer explicação, surpreendentemente, excluído da Comissão instaladora.

2015– 04-17 – Foi organizada pela CML uma visita guiada dos membros do Conselho Consultivo ao museu. Na reunião final quer Irene Pimentel quer Raimundo Narciso, fizeram observações sobre o futuro museu e este na qualidade de presidente da direcção do NAM (2014-16) deu conta de ter havido surpresa e desagrado pela não participação do NAM na referida Comissão Instaladora. 

Aqui chegados o NAM pretende fortalecer as relações com a CML e desenvolver uma cooperação frutuosa com o museu e o seu director.
O museu poderá ter e terá seguramente, um importante papel para que “Não Apaguem a Memória” da luta gloriosa contra a ditadura e pela Liberdade, uma luta que afrontou terror, torturas e assassinatos, levada a cabo por muitos milhares de portugueses que não se submeteram ao regime fascista de Salazar e Caetano.
O Museu poderá ser um importante instrumento na formação cívica, em especial dos jovens. O NAM está empenhado em dar o seu melhor contributo, em cooperação com todas as entidades e pessoas que prossigam os mesmos fins para que se tire o máximo partido deste importante museu municipal.
Raimundo Narciso
Presidente da Direcção do NAM     
__________________
Nota: as 4 primeiras fotos são no exterior do Aljube, durante a concentração convocada por Artur Pinto, na 3ª vê-se, o historiador António Borges Coelho, sócio honorário do NAM, a falar para a assistência que enche as traseiras do Aljube, na 4ª vê-se a falar Edmundo Pedro, sócio honorário do NAM, ex-presso político que começou pelo campo de concentração do Tarrafal, aos 17 anos durante 10 anos, com o pai, Gabriel Pedro,  na 5ª , no gabinete do presidente da AR, da esquerda para a direita o deputado Osvaldo de Castro (de costas) presidente da Comissão Parlamentar de ACDLG, sócio do NAM, já falecido, Raimundo Narciso, presidente da Direcção do NAM, Nuno Teotónio Pereira, sócio honorário do NAM,  Lúcia Ezaguy Simões, vice-presidente da Direcção do NAM, Maria Barroso associada do NAM e que todos conhecem, Jaime Gama, presidente da AR. Na última foto Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da CML.    

2015/04/11

Por dois votos o Ernâni não foi presidente da Associação de Estudantes de Ciências

1958, foi um ano da maior agitação política com a candidatura do general Delgado à presidência da República a fazer tremer o salazarismo. Envolvi-me ainda mais na política e a consequência foi o chumbo a duas cadeiras no 2º ano de engenharia do IST. Para não perder o ano, drama que não conhecera antes, mudei-me para a Faculdade de Ciências onde poderia frequentar além das duas cadeiras do 2º ano de engenharia quase todas as do 3º.
Eis-me assim na Faculdade de Ciências de que guardo gratas recordações. Em primeiro lugar pelo mar de raparigas, género que rareava nas engenharias do IST. Depois pelo lindo Jardim Botânico, ao lado, que propiciava um ambiente a exaltadas paixões entre colegas.
Comparada com a do IST a Associação de estudantes da FCL era pouco mais que incipiente e um grupo de estudantes que se conheciam de reuniões políticas da "oposição", na sede da Seara Nova, logo resolveu ali organizar uma lista concorrente às eleições para a direção da AE que se aproximavam. Escolhemos o Ernâni Pinto Basto para candidato a presidente da direção.


A lista do Ernâni tinha planos pedagógicos, cívicos e culturais mas foi logo alcunhada de comunista pelos "Jovens Portugal", um movimento de jovens ligados à ditadura que tinha ali três ou quatro aderentes. A lista oposta dizia-se apolítica e era quase toda de boa gente.
A votação foi renhidíssima e durou até tarde, para lá das onze da noite. O Ernâni perdeu por dois votos. Mas teve a compensá-lo ter oferecido a oportunidade a umas dezenas de raparigas nossas colegas que viviam em lares religiosos das redondezas, de gozar o ar da rua e da noite para lá das 20h limite a que o recolher daqueles lares as obrigavam para salvaguarda da virgindade e da honra.
Como era para derrotar a lista dos "comunistas" aquelas colegas puderam, excecionalmente, estar fora do lar e da vigilância das religiosas até altas horas. Como era para uma boa acção, a defesa do "santo" Salazar e para barrar o caminho ao "comunismo" na associação de estudantes, os lares consideraram aceitável o risco da virgindade que tais saídas noturnas, com o diabo sempre à espreita, obviamente propiciam.
Para preparar o programa eleitoral organizávamos passeios à praia e piqueniques que as fotos ilustram e onde se vê, entre colegas de Ciências, o Ernâni Pinto Basto. E para nos ressarcirmos da derrota passámos o Agosto em Lagos, na praia de Don' Ana. A prova é a foto aqui em baixo.
 

2015/04/07

Ernani Pinto Basto - nosso amigo


O Ernâni morreu. Para a família, para os seus amigos a notícia foi brutal. Chegou sem preparação, assim mesmo, brutal. E depois já no velório, todos dissemos, desacreditando no acontecido, que tínhamos estado com ele a semana passada, há uns dias, há umas semanas e ele estava bem, parecia tão bem! Parece impossível - exclamava-se em confidência como se a morte não fosse dona da vida.
Como foi?
Estava na terra dos antepassados, na Lixa, lá em cima no Minho, passeava com o filho Sérgio e o irmão Eugénio. Viram-no, a despropósito, inclinar-se para a frente e... cair. Cair sem uma palavra. Cair sem um adeus. Uma síncope fulminante. Coração. Explicávamos uns aos outros mesmo sabendo que já sabiam. E lembrámos junto do Sérgio e da filha Elisa e dos irmãos, o Eugénio e o Ludgero e de toda a família ali, ainda incrédula, lembrámos como nos faz falta e custa aceitar. O Paulo Almeida que já não ensina Matemática no IST, aos futuros engenheiros, dizia-me, no crematório, baixinho: "sou muito tradicional, agora devia dizer-se umas palavras".

2012, convívio no "palácio" do Jaime. 

2009 Maio - Convívio no terraço da casa do Tó e da Manela
 
2010 Setembro, lançamento de livro do Rui Martins na Barata, Lisboa

1999 - 40º aniversário de início do serviço militar obrigatório, cadetes na EPA, em Vendas Novas.  
 
 
1960-GACA 2 Torres Novas. Oficiais milicianos e comandante da 2ª bateria de Artilharia Anti-Aérea
 
1960 - GACA 2 Torres Novas. Oficiais milicianos.


1961 - Convívio de colegas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
 
 
 1963, no campo de futebol da Associação de Estudantes do IST em Lisboa.


 Dezembro 1959. Cadetes, no CIAAC, Cascais, a preparar novos Caminhos Marítimos para a Índia


27 de Novembro de 1975, com a Céu, nossos padrinhos de casamento.